Governo chinês pediu interdição de fábrica da Tesla por conta do coronavírus

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O governo chinês ordenou que a fábrica da Tesla em Xangai fosse interditada em função dos perigos do coronavírus. A informação veio do chefe financeiro da companhia, Zach Kikhorn, em ligação para investidores. Segundo o executivo, a exigência deve diminuir levemente a rentabilidade da fabricante no primeiro trimestre de 2020.

“Neste ponto, estamos esperando entre uma a uma semana e meia de atraso no cronograma do Model 3 em Xangai por conta da interdição ordenada pelo governo”, disse o executivo.

A Tesla faz parte de um grupo de companhias afetadas pela interdição chinesa para evitar a disseminação do coronavírus, cujo epicentro foi identificado no país. Um grupo de empresas também foi notificado com interdição até 9 de fevereiro.

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A fábrica da Tesla na China começou a entregar os primeiros Model 3 no final do ano passado, com a proposta de ser o novo grande ponto da empresa mundialmente. O país asiático é tido como maior mercado de carros elétricos do mundo, por isso a presença da companhia na região é estratégica para aumentar suas vendas e receita.

Ainda, a Tesla buscava fugir de questões alfandegárias e guerras econômicas entre os Estados Unidos e China, permitindo que o modelo seja mais competitivo na região.

O coronavírus foi identificado em Wuhan em dezembro do ano passado e infectou centenas de pessoas em uma série de países.

Aqui no Brasil, ainda não há casos confirmados, com a manutenção apenas de suspeitas até o momento.

Além da Tesla, o Google também já informou que está interditando seu escritório na China pelo mesmo motivo. Outras gigantes como Apple e Facebook mudaram planos de viagens de executivos para evitar o vírus.

Em um gesto raro, o governo da China admitiu falha na resposta à epidemia do novo coronavírus, que já matou mais de 400 pessoas e infectou mais de 20 mil.

O Comitê do Partido Comunista, que reúne as maiores lideranças do país, reconheceu a necessidade de melhorar o gerenciamento do sistema de saúde de emergência.

“Em resposta às deficiências, precisamos melhorar nosso sistema nacional de gerenciamento de emergências e melhorar nossas habilidades em lidar com tarefas urgentes e perigosas”, afirma o relatório.

O comitê também ordenou uma repressão aos mercados ilegais de animais selvagens, que estariam na origem da epidemia. “É necessário fortalecer a supervisão, proibir e reprimir severamente os mercados e o comércio ilegal de animais silvestres”.

Existe a suspeita de que os primeiros contaminados estiveram em um mercado de animais silvestres em Wuhan, na província de Hubei.

Resposta chinesa

As autoridades chinesas foram acusadas de subestimar a gravidade do novo coronavírus, o 2019 n-CoV, no início da epidemia e, em alguns casos, tentar manter em sigilo as notícias.

Um médico em Wuhan, que tentou alertar seus colegas sobre o surto no fim de 2019, foi acusado de “fazer comentários falsos” e instruído pela polícia a interromper a “atividade ilegal”.

Foi apenas em janeiro que o governo ordenou o bloqueio de Wuhan e cidades próximas em uma tentativa de conter a expansão do vírus. No fim de janeiro, o governo deu início à construção de dois hospitais. O primeiro deles, construído em apenas 10 dias, começou a receber seus primeiros pacientes na segunda-feira.

Suspeitas no Brasil

Mais de 20 países já registram infecção pelo 2019 n-CoV. Na segunda-feira (3), a primeira morte foi registrada no território semiautônomo de Hong Kong.

O Brasil investiga 14 casos suspeitos, de acordo com o Ministério da Saúde. Nenhuma infecção foi confirmada. Desde o início do monitoramento do Ministério da Saúde, o Brasil já descartou ao todo 13 suspeitas.

Entre os 14 casos suspeitos, 11 deles estão passando pela etapa de testes para vírus comuns, como o influenza. Caso um vírus já conhecido no Brasil seja detectado, a chance de o paciente ter coronavírus é descartada.

Outros três casos já deram negativo para doenças comuns e, agora, estão em um teste específico apenas para o 2019 n-CoV.

Pedido temporário vem do governo chinês para todas as empresas privadas
O novo coronavírus se espalha pela China e começa a atingir outras partes do mundo. Para conter o surto, o governo chinês não está medindo esforços. A última ação foi pedir para que as empresas privadas fechem “temporariamente” suas portas em Xangai; entre elas, está a fábrica da Tesla na capital chinesa.

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Buscas do Google mostram alerta de SOS para o coronavírus

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A Google está acionou o alerta de SOS para o seu mecanismo de buscas para o coronavírus. A função só é utilizada para ajudar pessoas em casos de grandes catástrofes mundiais. Com isso, uma nova barra é apresentada, dentro da qual um usuário pode encontrar informações precisas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dicas de sobrevivência.

A companhia enviou comunicado pelo Twitter sobre a decisão: “Hoje, estamos lançando um alerta de SOS para pesquisas do Google relacionadas ao novo coronavírus de 2019. Fazemos isso regularmente para eventos críticos em todo mundo onde a segurança pública possa estar em risco”, disse a empresa.

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O alerta vem com a possibilidade de compartilhamento para facilitar a disseminação de informações.

O Google direciona o usuário para páginas da OMS relacionadas à explicações oficiais sobre o vírus, além de possíveis dúvidas.

Segundo a Google, tal alerta é atualizado na medida em que novas informações são disseminadas, sendo que somente os dados oficiais são destacados. Também não são todas as regiões que podem ter acesso à funcionalidade, dedicada somente a áreas de risco como os países asiáticos. A busca aqui em território brasileiro não entrega o recurso, por exemplo.

A empresa tem trabalhado para ajudar a combater o novo vírus, que já se espalhou mundialmente com mais de 200 mortas até o momento. A Google anunciou diretamente a doação de US$ 250 mil para a Cruz Vermelha, sendo que já levantou US$ 800 mil entre seus funcionários para ajudar as vítimas.

Com epicentro em Wuhan, o coronavírus foi descoberto no final do ano passado e já se transformou em problema de saúde em todo mundo devido sua capacidade de transmissão pelo ar. Por conta disso, a Google interditou escritórios na China, Hong Kong e Taiwan até segunda ordem.

O Google é a maior ferramenta de procura por informações no mundo e, por isso, essencial para disseminar as informações sobre o coronavírus.

Por conta disso, a empresa ativou um alerta SOS para a doença, com a finalidade de disponibilizar as principais notícias e recursos mais rapidamente.

Uma busca por “coronavírus” ou uma consulta relacionada vai resultar em uma card branco, observando o Alerta SOS, e a capacidade de compartilhar diretamente. Abaixo disso, uma caixa com as “Principais histórias” e depois as “Atualizações locais”, com publicações relevantes do Twitter. O Google vai “atualizar com mais informações, conforme necessário e relevante”. O alerta espera tornar “recursos sobre o coronavírus facilmente acessíveis”.

O recurso está disponível tanto para a versão web quanto para dispositivos móveis, e costuma ser usado durante eventos de crise “nos quais a segurança pública pode estar em risco”, incluindo incidentes naturais e humanos.

Google, Facebook, Instagram, Twitter e YouTube vêm anunciando novas providências para conter a propagação de notícias falsas sobre o coronavírus.

O objetivo é atacar o crescente número de fake news relacionadas à prevenção da doença, incluindo falsos comunicados governamentais, além de teorias da conspiração acerca da origem do surto na China. As empresas revelaram as medidas depois que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o novo vírus representa emergência de saúde pública de interesse internacional. Veja, a seguir, como cada plataforma vai lidar com os casos de desinformação na Internet.

Facebook e Instagram

Serão excluídos do Facebook e do Instagram os posts sobre coronavírus com potencial de causar danos à saúde do usuário. Também serão tratadas dessa maneira as publicações que espalham teorias da conspiração envolvendo a origem do vírus.

A medida vai contra a política usual da empresa para lidar com notícias falsas em suas plataformas. Até então, publicações checadas por agências parceiras poderiam apenas perder o impulsionamento e ganhar um selo avisando se tratar de mentira ou distorção. Foi assim que o site lidou, por exemplo, com campanhas de movimentos antivacina que ocorreram recentemente no Paquistão.

A empresa de Mark Zuckerberg, no entanto, não divulgou planos semelhantes voltados para o WhatsApp, que é visto como vetor frequente de campanhas de desinformação. O Facebook aponta a criptografia de ponta-a-ponta como entrave para evitar fake news e vem recorrendo a funções que restringem o encaminhamento de mensagens para conter a distribuição de correntes com informações falsas.

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Coronavírus aumenta o interesse das pessoas pelo filme Contágio

Com a preocupação crescente sobre a proliferação do Coronavírus, pessoas de todos os lugares do mundo estão prestando atenção em seus celulares para saber se a doença já chegou às regiões próximas de onde mora. Mas o interesse pela doença também está “transbordando” para outras áreas.Um filme dirigido por Steven Soderbergh e lançado há nove anos parece ter despertado o interesse do público novamente.

Desde a semana passada, o filme Contágio está entre os 10 mais vistos na plataforma iTunes (e no momento em que este texto foi escrito, entre os 20 mais vistos no Google Play), algo que pode ser considerado um marco para um filme que não é estreia.

No enredo, Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) retorna ao Estado de Minnesota (Estados Unidos) após uma viagem de negócios em Hong Kong e começa a se sentir mal. Emhoff atribui seus sintomas ao fuso horário.

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No entanto, dois dias depois ela morre, sem que os médicos encontrem a causa. Logo depois, outras pessoas começam a manifestar os mesmos sintomas e, logo, é desencadeada uma pandemia que as autoridades de saúde tentam conter.

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Em menos de um mês, o número de mortos na história chega a 2,5 milhões nos EUA e 26 milhões em todo o mundo.

Se você ainda não viu o filme, lendo a trama — ou apenas assistindo ao trailer — já entende de onde veio o interesse atual pelo filme, que recebeu boas críticas quando foi lançado em 2011: coincide com o novo surto de um coronavírus na China, também chamado de “pneumonia de Wuhan”.

Até esta quinta-feira (06), haviam sido registrados 28.347 casos em todo o mundo e 565 mortes, a maioria na China.

Por isso, Contágio acabou chamando tanta atenção.

“Aprendendo como sobreviver a esse coronavírus de Wuhan, na China”, diz um usuário do YouTube na seção de comentários abaixo do trailer, visto por mais de 10.116.370 pessoas.

“Lembro-me de ver no cinema e pensar ‘isso pode realmente acontecer’. Nove anos depois…”, diz outro.

“Eu nunca pensei que este filme se tornaria realidade em Wuhan, China. Agora, está se espalhando por todo o mundo”, diz outro usuário que viu o filme novamente cinco dias atrás.

No momento de seu lançamento, alguns especialistas elogiaram a maneira como o filme refletia a situação de uma pandemia.

Os surtos de vírus são uma ameaça crescente no século 21, disse o epidemiologista Ian Lipkin, que prestou assessoria ao diretor Soderbergh, ao jornal The Guardian em 2011.

Isso se deve, acrescentou, ao aumento do comércio e viagens internacionais, urbanização, perda de habitats da fauna silvestre e investimento inadequado em infraestrutura para vigilância sanitária, produção e distribuição de vacinas.

Mas o que a realidade do coronavírus chinês realmente tem em comum com a ficção do filme de Soderbergh?

Semelhanças e diferenças

Um tema comum é que ambos os vírus se originam na China e os morcegos parecem desempenhar um papel preponderante.

No filme, Emhoff (que se torna a paciente zero da doença fictícia chamada MEV-1) é infectada com o vírus quando troca um aperto de mão com um chef em Hong Kong, que preparou um porco que tinha sido mordido por um morcego infectado.

Na realidade, a origem, embora haja suspeitas, não está confirmada.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde apontam que é muito provável que o novo coronavírus venha de morcegos. Eles estimam que ele teve que pular primeiro para um grupo de animais não identificado antes de poder infectar humanos.

Estima-se que os vírus por trás da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da Mers (Síndrome Respiratória no Oriente Médio); por exemplo, também tenham se originado em morcegos; mas foram disseminados para gatos e dromedários, antes de serem transmitidos aos seres humanos.

Cidade fantasma

Imagens de cidades em quarentena, aeroportos fechados, profissionais de saúde com trajes especiais, pessoas com máscaras, cidades vazias, lojas fechadas…

Essas imagens são repetidas tanto no filme quanto na cidade central chinesa de Wuhan, onde o surto se originou

No filme, entretanto, a doença rapidamente se torna uma pandemia — termo reservado para uma doença infecciosa que ameaça muitas pessoas simultaneamente em todo o mundo —, o que ainda não é o caso do novo coronavírus da China, não é assim. Pelo menos a Organização Mundial da Saúde até agora não mudou sua classificação de surto.

Embora mais de 20 países tenham relatado casos, até o momento não há casos confirmados na África ou na América Latina.

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Huawei instala estações 5G em três dias para ajudar na luta contra o coronavírus

O novo coronavírus vem amedrontando o mundo todo e, especialmente na China, todos os esforços de empresas, públicas e privadas, estão concentrados no isolamento da doença, no tratamento dos pacientes e, claro, no desenvolvimento de uma vacina. E, para que tudo isso possa ocorrer adequadamente, em nível emergencial, é necessário o envolvimento de todos os setores, inclusive o da tecnologia.

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Assim como outras gigantes, a Huawei vem auxiliando com doações e com sua especialidade, que é a infraestrutura para redes 5G.

A Huawei instalou, em tempo recorde, antenas 5G no Hospital Wuhan Vulcan Mountain — vale lembrar que a região de Wuhan é considerada o epicentro da doença. O projeto, realizado em parceria com a Hubei Mobile e a Hubei Unicom, teve início do dia 23 de janeiro e envolveu 150 trabalhadores. Os trabalhos incluíram planejamento, levantamento da obra, construção da rede, colocação de fibras ópticas, montagem de estações-base e efetivação, e foram concluídos em apenas três dias.

Além disso, a gigante asiática também estabeleceu uma equipe de proteção especial. Isso inclui pesquisa, desenvolvimento e fornecimento direto para garantir as operações normais do sistema de videoconferência da Hubei Health e o Medical Commission, sistema fundamental que serve como plataforma de consulta para a Comissão de Saúde de Hubei, a Comissão Nacional de Saúde e as equipes de saúde de outras localidades.

Com isso, as três principais operadoras da cidade da província de Hubei estabeleceram redes 5G perto do hospital, que assim conta com conectividades muito velozes para acessar e coletar dados, consultar outros casos, monitorar suspeitos e realizar outras tarefas.

Outras gigantes também colaboram

A ZTE e a China Telecom estabeleceram um centro de diagnóstico e atendimento remoto com 5G no hospital West China, na cidade de Sichuan, o que permite aos médicos examinar e indicar tratamento aos pacientes por vídeo. Os 27 hospitais que aceitam e tratam pacientes com suspeita de pneumonia pelo novo coronavírus serão conectados ao sistema, o que deve facilitar e agilizar os diagnósticos.

A Xiaomi já havia doado máscaras e suprimentos médicos para ajudar a população oriental e a Lenovo tem cedido equipamento de TI. Oppo, Huawei e Xiaomi também doaram pelo menos US$ 4 milhões e a Realme contribuiu com US$ 100 mil na verba para ajudar os infectados.

A Huawei anunciou a instalação de antenas de 5G para ajudar no combate ao coronavírus na China.

Os equipamentos estão em uma espécie de hospital de campanha em Wuhan, cidade que concentra maior número de infecções pelo vírus. O projeto segue o modelo implementado no centro médico em Xiaotangshan, erguido em apenas sete dias. Os esforços da empresa devem levar a redes ultravelozes para transmissão de dados, consultas remotas, monitoramento e outros serviços.

A gigante chinesa também destacou uma equipe emergencial capaz de atender solicitações da comunidade de Wuhan. A cidade entrou em quarentena após o registro de mais de 1.300 casos confirmados de contaminação. A gigante chinesa fechou parceria com as empresas Hubei Mobile e Hubei Unicom.

Com as novas estações 5G em Wuhan, a Huawei espera que a comunicação entre outros estados da China com a área em quarentena seja feita de maneira mais rápida e eficiente. A ideia é que consultas e monitoramento do quadro de saúde sejam realizados remotamente com suporte da nova conexão. Como os habitantes de Wuhan estão impossibilitados de sair da região; a medida amplia o fornecimento de serviços hospitalares; bem como o acompanhamento do avanço ou regresso do vírus.

A Huawei não foi a única empresa de tecnologia a ajudar no combate ao coronavírus.

Marcas como a Xiaomi e a Apple também estão empenhadas em retardar o avanço da doença. A Xiaomi chegou a enviar lotes com máscaras N95, máscaras médicas e termômetros para a região em quarentena. O montante da doação totaliza 300.000 yuans (cerca de R$ 182 mil em conversão direta).

Já a Apple não especificou a natureza das doações, mas de acordo com Tim Cook, presidente da empresa; a maçã fornece apoio para grupos táticos na intenção de ajudar as pessoas afetadas pelo vírus. A empresa americana também acompanha a evolução do surto que registrou dois casos nos Estados Unidos. O controle de doenças do país investiga mais 61 casos que podem ser diagnosticados como coronavírus.

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