Serviço que aumenta número de seguidores no Instagram vaza senhas de usuários

Muito comuns, as empresas que fornecem o serviço de impulsionamento de seguidores nas redes sociais vira e mexe estão nos noticiários de tecnologia e; na maioria das vezes, com notícias envolvendo falhas de segurança e vazamentos. A bola da vez é a Social Captain, uma startup que faz esse trabalho no Instagram e que teve senhas de usuários que se cadastraram na plataforma vazadas nesta semana.

De acordo com apuração dos nossos dados, a Social Captain estava armazenando as senhas de contas vinculadas do Instagram em texto sem criptografia. Qualquer usuário que visualizasse o código-fonte da página da web por meio do seu perfil na plataforma poderia ver estes detalhes, bastando estar logado.

Para piorar as coisas, um bug no site permitia que qualquer pessoa acessasse o perfil de todos os usuários do Social Captain sem precisar fazer login. Para isso, bastava conectar o ID da conta exclusiva do usuário ao endereço da empresa para garantir o acesso à conta do Social Captain e às credenciais de login do Instagram. Isso acontecia, também, porque essas identificações possuem números sequenciais, o que aumentou, claro, a vulnerabilidade.

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Um pesquisador de segurança, que pediu para não ser identificado, alertou o TechCrunch sobre a vulnerabilidade e forneceu uma planilha com cerca de 10 mil contas que vazaram. Este arquivo continha cerca de 4.700 conjuntos completos de nomes de usuário e senhas do Instagram, com o restante dos registros contendo apenas o nome e o email. Além disso, era possível saber se os perfis eram de teste (gratuito) ou premium (pago). Nas contas pagas, que somaram 70, era possível ver, inclusive, os endereços de cobrança.

Problema ainda persiste

De acordo com o pessoal do TechCrunch, mesmo após a empresa ter dito que o problema havia sido sanado; era possível acessar senhas e outras informações das contas por meio do código-fonte da web. O acesso direto a esses perfis, porém, não era mais possível.

Como relatar um problema no Instagram

“As primeiras análises indicam que o problema apareceu nas últimas semanas porque o terminal destinado a facilitar a integração com um serviço de email de terceiros ficou temporariamente acessível sem autenticação baseada em token. Assim que finalizarmos a investigação interna, alertaremos os usuários que podem ter sido afetados no caso de uma violação; e solicitaremos que eles atualizem as combinações de nome de usuário e senha associadas”; disse Anthony Rogers, diretor-executivo da Social Captain, sem mencionar quanto tempo essa investigação demorará.

O Instagram, por sua vez, disse que o serviço violou seus termos de serviço ao armazenar incorretamente credenciais de login.

“Estamos investigando e tomaremos as medidas apropriadas. Nós encorajamos as pessoas a nunca fornecerem suas senhas a alguém que não conhecem ou confiam”, disse um porta-voz do Instagram, em comunicado.

O Instagram está removendo curtidas, seguidores e comentários de perfis falsos gerados por aplicativos terceiros que prometem aumentar a popularidade dos usuários. A rede social criou uma ferramenta de machine learning capaz de reconhecer esse tipo de serviço e deletar as atividades identificadas como “não autênticas”. Com isso, usuários que usam apps para ganhar likes e follows podem ver a redução de seus números na rede social.

Como responder perguntas do Instagram com foto

“Esse tipo de comportamento é ruim para a comunidade, e os apps terceiros que geram likes, follows e comentários; inautênticos violam nossas Diretrizes da comunidade e os Termos de uso”; explicou a plataforma em comunicado oficial nesta segunda-feira (19).

A rede social esclareceu também que os usuários que forem apontados pelo sistema como utilizadores desses apps pra ganhar likes e follows receberão uma mensagem explicando que curtidas, seguidores e comentários de perfis não verdadeiros foram removidos de sua conta. “Se você receber uma mensagem no aplicativo, basta alterar sua senha para revogar o acesso deles à sua conta”, alerta o Instagram. Isso porque pessoas que usam esse tipo de aplicativo podem acabar compartilhando; sem saber, seus dados de acesso e tendo seus perfis utilizados para realizar atividades falsas em páginas de outros usuários.

O comunicado deixou claro que quem continuar usando programas do gênero para aumentar o público na rede social pode ter a experiência na plataforma impactada, mas não explicou como. O Instagram informou ainda que essa é apenas o primeiro de uma série de passos que visam manter o serviço como fonte de relações autênticas e que; nas próximas semanas, serão disponibilizadas novas atualizações a fim de combater atividades falsas.

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Coronavírus aumenta o interesse das pessoas pelo filme Contágio

Com a preocupação crescente sobre a proliferação do Coronavírus, pessoas de todos os lugares do mundo estão prestando atenção em seus celulares para saber se a doença já chegou às regiões próximas de onde mora. Mas o interesse pela doença também está “transbordando” para outras áreas.Um filme dirigido por Steven Soderbergh e lançado há nove anos parece ter despertado o interesse do público novamente.

Desde a semana passada, o filme Contágio está entre os 10 mais vistos na plataforma iTunes (e no momento em que este texto foi escrito, entre os 20 mais vistos no Google Play), algo que pode ser considerado um marco para um filme que não é estreia.

No enredo, Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) retorna ao Estado de Minnesota (Estados Unidos) após uma viagem de negócios em Hong Kong e começa a se sentir mal. Emhoff atribui seus sintomas ao fuso horário.

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No entanto, dois dias depois ela morre, sem que os médicos encontrem a causa. Logo depois, outras pessoas começam a manifestar os mesmos sintomas e, logo, é desencadeada uma pandemia que as autoridades de saúde tentam conter.

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Em menos de um mês, o número de mortos na história chega a 2,5 milhões nos EUA e 26 milhões em todo o mundo.

Se você ainda não viu o filme, lendo a trama — ou apenas assistindo ao trailer — já entende de onde veio o interesse atual pelo filme, que recebeu boas críticas quando foi lançado em 2011: coincide com o novo surto de um coronavírus na China, também chamado de “pneumonia de Wuhan”.

Até esta quinta-feira (06), haviam sido registrados 28.347 casos em todo o mundo e 565 mortes, a maioria na China.

Por isso, Contágio acabou chamando tanta atenção.

“Aprendendo como sobreviver a esse coronavírus de Wuhan, na China”, diz um usuário do YouTube na seção de comentários abaixo do trailer, visto por mais de 10.116.370 pessoas.

“Lembro-me de ver no cinema e pensar ‘isso pode realmente acontecer’. Nove anos depois…”, diz outro.

“Eu nunca pensei que este filme se tornaria realidade em Wuhan, China. Agora, está se espalhando por todo o mundo”, diz outro usuário que viu o filme novamente cinco dias atrás.

No momento de seu lançamento, alguns especialistas elogiaram a maneira como o filme refletia a situação de uma pandemia.

Os surtos de vírus são uma ameaça crescente no século 21, disse o epidemiologista Ian Lipkin, que prestou assessoria ao diretor Soderbergh, ao jornal The Guardian em 2011.

Isso se deve, acrescentou, ao aumento do comércio e viagens internacionais, urbanização, perda de habitats da fauna silvestre e investimento inadequado em infraestrutura para vigilância sanitária, produção e distribuição de vacinas.

Mas o que a realidade do coronavírus chinês realmente tem em comum com a ficção do filme de Soderbergh?

Semelhanças e diferenças

Um tema comum é que ambos os vírus se originam na China e os morcegos parecem desempenhar um papel preponderante.

No filme, Emhoff (que se torna a paciente zero da doença fictícia chamada MEV-1) é infectada com o vírus quando troca um aperto de mão com um chef em Hong Kong, que preparou um porco que tinha sido mordido por um morcego infectado.

Na realidade, a origem, embora haja suspeitas, não está confirmada.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde apontam que é muito provável que o novo coronavírus venha de morcegos. Eles estimam que ele teve que pular primeiro para um grupo de animais não identificado antes de poder infectar humanos.

Estima-se que os vírus por trás da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da Mers (Síndrome Respiratória no Oriente Médio); por exemplo, também tenham se originado em morcegos; mas foram disseminados para gatos e dromedários, antes de serem transmitidos aos seres humanos.

Cidade fantasma

Imagens de cidades em quarentena, aeroportos fechados, profissionais de saúde com trajes especiais, pessoas com máscaras, cidades vazias, lojas fechadas…

Essas imagens são repetidas tanto no filme quanto na cidade central chinesa de Wuhan, onde o surto se originou

No filme, entretanto, a doença rapidamente se torna uma pandemia — termo reservado para uma doença infecciosa que ameaça muitas pessoas simultaneamente em todo o mundo —, o que ainda não é o caso do novo coronavírus da China, não é assim. Pelo menos a Organização Mundial da Saúde até agora não mudou sua classificação de surto.

Embora mais de 20 países tenham relatado casos, até o momento não há casos confirmados na África ou na América Latina.

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