Realidade virtual ajuda cientistas da NASA a redefinir nossa visão da Via Láctea

Cientistas da NASA estão usando a tecnologia de realidade virtual (VR) para melhorar ainda mais a compreensão sobre como nossa galáxia se formou e como ela funciona hoje. Usando dispositivos de VR, o astrônomo Marc Kuchner e a pesquisadora Susan Higashio puderam acompanhar a velocidade e a direção de 4 milhões de estrelas na nossa vizinhança da Via Láctea e obtiveram uma nova perspectiva sobre os movimentos dos corpos celestes.

Usando primeiramente gráficos em papel, os astrônomos estudaram grupos de estrelas

Quando grupos se movem juntos, é um indício que eles se originaram no mesmo tempo e local, a partir do mesmo evento cósmico. Isso pode nos ajudar a entender como a galáxia evoluiu. Mas com essa técnica, eles chegaram a conclusões diferentes sobre os mesmos grupos de estrelas.

Então, a equipe de realidade virtual de Goddard, gerenciada por Thomas Grubb, fez uma animação dessas mesmas estrelas. Com esse trabalho, eles descobriram estrelas que podem ter sido classificadas em grupos errados, bem como grupos de estrelas que poderiam pertencer a grupos maiores.

Resultado de imagem para Realidade virtual ajuda cientistas da NASA a redefinir nossa visão da Via Láctea

Com essa abordagem, os astrônomos podem todos ver, ao mesmo tempo, a mesma simulação, sem a necessidade de recorrer a um banco de dados após o outro. Higashio, que apresentou o projeto na conferência anual da American Geophysical Union (AGU) em dezembro, assistiu a essas simulações centenas e disse que as associações entre os grupos de estrelas se tornaram mais intuitivas dentro do cosmos em realidade virtual.

Observar estrelas em dispositivos VR redefinirá a compreensão dos astrônomos sobre algumas estrelas individuais.

Bem como agrupamentos de estrelas, de acordo com a NASA. Isso ajudou Kuchner a entender como a nossa vizinhança estelar local se formou, abrindo uma janela para o passado. “Muitas vezes encontramos grupos de jovens estrelas se movendo juntos, sugerindo que todos se formaram ao mesmo tempo”, disse ela. “O pensamento é que eles representam um evento de formação estelar. Todos eles foram formados no mesmo lugar, ao mesmo tempo e, portanto, se mudam juntos”.

Ela compara a experiência com os planetários, que carregam todos os bancos de dados disponíveis para projetar o cosmos em um domo para o público. “Bem, não vou construir um planetário no meu escritório, mas posso colocar um dispositivo [de realidade virtual] e estou lá”, disse Kuchner.

Não é apenas a VR que interessa aos pesquisadores da NASA – a realidade aumentada (AR) também pode ajudar engenheiros e outros profissionais da agência espacial sobrepondo informações visuais e de texto geradas por computador no mundo real. Desde que os primeiros dispositivos “viáveis” com essas tecnologias chegaram ao mercado em 2016, a equipe de Grubb começou a desenvolver soluções como aplicativos para engenheiros que trabalham em missões de exploração e serviços de satélite de última geração.

Que Black Mirror! Tudo que a ciência está aprontando para lentes de contato
10 tecnologias para ficar de olho em 2020

Realidade virtual ajuda cientistas da NASA a redefinir nossa visão da Via Láctea
Em outras palavras: o processo pode não ser simples e o produto final pode não ser perfeito, mas agora temos a tecnologia para recriar os mortos na realidade virtual de forma convincente o suficiente para levar seus entes queridos às lágrimas.

Pode ter sido necessária uma equipe inteira de especialistas para esse projeto, mas isso levanta alguns questionamentos: até que ponto podemos chegar a partir de uma plataforma que permite que alguém interaja com uma versão virtual de um ente querido e que tipo de impacto isso terá no processo de luto? Ver um parente falecido em RV ajudará as pessoas a encontrar um fechamento e seguir em frente após uma morte? Algumas pessoas se tornarão viciadas nesse mundo virtual, gastando cada vez mais tempo nele e menos e menos no mundo real?

Tagged : / / / / / / / /

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *