Huawei instala estações 5G em três dias para ajudar na luta contra o coronavírus

O novo coronavírus vem amedrontando o mundo todo e, especialmente na China, todos os esforços de empresas, públicas e privadas, estão concentrados no isolamento da doença, no tratamento dos pacientes e, claro, no desenvolvimento de uma vacina. E, para que tudo isso possa ocorrer adequadamente, em nível emergencial, é necessário o envolvimento de todos os setores, inclusive o da tecnologia.

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Assim como outras gigantes, a Huawei vem auxiliando com doações e com sua especialidade, que é a infraestrutura para redes 5G.

A Huawei instalou, em tempo recorde, antenas 5G no Hospital Wuhan Vulcan Mountain — vale lembrar que a região de Wuhan é considerada o epicentro da doença. O projeto, realizado em parceria com a Hubei Mobile e a Hubei Unicom, teve início do dia 23 de janeiro e envolveu 150 trabalhadores. Os trabalhos incluíram planejamento, levantamento da obra, construção da rede, colocação de fibras ópticas, montagem de estações-base e efetivação, e foram concluídos em apenas três dias.

Além disso, a gigante asiática também estabeleceu uma equipe de proteção especial. Isso inclui pesquisa, desenvolvimento e fornecimento direto para garantir as operações normais do sistema de videoconferência da Hubei Health e o Medical Commission, sistema fundamental que serve como plataforma de consulta para a Comissão de Saúde de Hubei, a Comissão Nacional de Saúde e as equipes de saúde de outras localidades.

Com isso, as três principais operadoras da cidade da província de Hubei estabeleceram redes 5G perto do hospital, que assim conta com conectividades muito velozes para acessar e coletar dados, consultar outros casos, monitorar suspeitos e realizar outras tarefas.

Outras gigantes também colaboram

A ZTE e a China Telecom estabeleceram um centro de diagnóstico e atendimento remoto com 5G no hospital West China, na cidade de Sichuan, o que permite aos médicos examinar e indicar tratamento aos pacientes por vídeo. Os 27 hospitais que aceitam e tratam pacientes com suspeita de pneumonia pelo novo coronavírus serão conectados ao sistema, o que deve facilitar e agilizar os diagnósticos.

A Xiaomi já havia doado máscaras e suprimentos médicos para ajudar a população oriental e a Lenovo tem cedido equipamento de TI. Oppo, Huawei e Xiaomi também doaram pelo menos US$ 4 milhões e a Realme contribuiu com US$ 100 mil na verba para ajudar os infectados.

A Huawei anunciou a instalação de antenas de 5G para ajudar no combate ao coronavírus na China.

Os equipamentos estão em uma espécie de hospital de campanha em Wuhan, cidade que concentra maior número de infecções pelo vírus. O projeto segue o modelo implementado no centro médico em Xiaotangshan, erguido em apenas sete dias. Os esforços da empresa devem levar a redes ultravelozes para transmissão de dados, consultas remotas, monitoramento e outros serviços.

A gigante chinesa também destacou uma equipe emergencial capaz de atender solicitações da comunidade de Wuhan. A cidade entrou em quarentena após o registro de mais de 1.300 casos confirmados de contaminação. A gigante chinesa fechou parceria com as empresas Hubei Mobile e Hubei Unicom.

Com as novas estações 5G em Wuhan, a Huawei espera que a comunicação entre outros estados da China com a área em quarentena seja feita de maneira mais rápida e eficiente. A ideia é que consultas e monitoramento do quadro de saúde sejam realizados remotamente com suporte da nova conexão. Como os habitantes de Wuhan estão impossibilitados de sair da região; a medida amplia o fornecimento de serviços hospitalares; bem como o acompanhamento do avanço ou regresso do vírus.

A Huawei não foi a única empresa de tecnologia a ajudar no combate ao coronavírus.

Marcas como a Xiaomi e a Apple também estão empenhadas em retardar o avanço da doença. A Xiaomi chegou a enviar lotes com máscaras N95, máscaras médicas e termômetros para a região em quarentena. O montante da doação totaliza 300.000 yuans (cerca de R$ 182 mil em conversão direta).

Já a Apple não especificou a natureza das doações, mas de acordo com Tim Cook, presidente da empresa; a maçã fornece apoio para grupos táticos na intenção de ajudar as pessoas afetadas pelo vírus. A empresa americana também acompanha a evolução do surto que registrou dois casos nos Estados Unidos. O controle de doenças do país investiga mais 61 casos que podem ser diagnosticados como coronavírus.

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