Satélite que vai observar alterações climáticas recebe nome de cientista da NASA

O satélite Sentinel-6A foi renomeado para homenagear o cientista da NASA Dr. Michael H. Freilich, que se aposentou no começo do ano passado depois de 12 anos de contribuições como diretor da divisão de ciências da Terra na agência espacial dos Estados Unidos. O objeto, que ainda será lançado, agora recebe o nome oficial de Sentinel-6 Michael Freilich.

A missão será realizada em conjunto entre a NASA e a ESA, além da Comissão Europeia, a Organização Europeia pela Exploração de Satélites Meteorológicos (EUMETSAT, na sigla em inglês) e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). De acordo com o diretor de programas de observação terrestre, Josef Aschbacher, a missão deve mostrar o que NASA e ESA podem realizar quando atuam juntas.

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O objetivo do satélite é fornecer medições da subida do nível do mar e previsões climáticas, além de promover gestão sustentável dos recursos oceânicos, gestão costeira e proteção ambiental. O instrumento possui um altímetro de radar para observar as mudanças anuais no nível do mar com precisão milimétrica. Também pode fazer medições da velocidade do vento na superfície, estado do mar e correntes oceânicas.

O lançamento do Sentinel-6 Michael Freilich está programado para novembro de 2020, da Base da Força Aérea Vandenberg, na Califórnia.

“Nossa sugestão de renomear o satélite para Sentinel-6 Michael Freilich é uma demonstração de como estamos gratos a Mike. Sem ele, essa missão como será realizada não seria possível”, disse Aschbacher.

O cientista foi responsável por revitalizar a frota de satélites observadores da Terra. Freilich também comandou 16 missões e lançamentos instrumentais com sucesso, além de oito lançamentos de satélites menores, incluindo alguns do tipo CubeSat. Antes de trabalhar na NASA, foi professor e decano associado na Oregon State University’s College. Também realizou pesquisas no Jet Propulsion Laboratory.

Falar de lasers e espaço na mesma frase será suficiente para fazer imaginar loucas batalhas espaciais como as que vemos em filmes como o Star Wars, mas desta vez a utilização de lasers é para fins científicos, bem mais pacíficos.

Os dois satélites GRACE-FO, ou Gravity Recovery and Climate Experiment Follow-On; que têm por missão observar alterações climáticas e a gravidade do nosso planeta, ligaram os seus lasers pela primeira vez.

Os lasers do duo de satélites estão a ser usados para monitorizar com precisão a distância entre si; de uma forma que superará a precisão obtida pelo sistema de micro-ondas utilizado na actual anterior de satélites.

A missão dos dois satélites é recolher dados para rastrear o movimento de massas líquidas de água, gelo e terra; criando mapas mensais das mudanças do campo gravitacional da Terra; dando continuidade ao registo climático estabelecido pela missão GRACE original (2002-2017).

Também um projecto conjunto entre os Estados Unidos e a Alemanha.

Segundo a NASA, a primeira missão GRACE deu aos cientistas um conjunto valioso de dados sobre a retracção permanente da massa de gelo na Antártida e na Gronelândia, gerando informação que foi usada em milhares de artigos científicos.

A nova tecnologia de medição de posicionamento, chamada Laser Ranging Interferometer, foi desenvolvida em colaboração entre o Jet Propulsion Laboratory da NASA, em Pasadena, e o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, em Potsdam, Berlim. Os dois satélites foram lançados a 22 de maio por um foguetão Falcon 9, da SpaceX.

“O LRI é um avanço na precisão da medição de distâncias no espaço”, disse ao site da NASA o director da; Missão LRI, Kirk McKenzie, investigador do Jet Propulsion Laboratory da agência espacial norte-americana.

“Este é o primeiro interferómetro laser a funcionar entre dois veículos espaciais e o culminar de 10 anos de investigação”.

Poderá não parecer difícil, mas tentar apontar um laser para um alvo do tamanho de uma moeda a 220 quilómetros de distância levanta inúmeras dificuldades, que a NASA teve que superar para poder implementar um sistema deste tipo.

Resta apenas esperar que esta tecnologia nunca seja adaptada a fins militares… pois ninguém gostaria de levar com um raio laser na cabeça vindo com grande precisão de uma arma a mais de 200km de distância.

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